Jornalistas seqüestrados na Somália estão bem, dizem nômades da região

Bossaso (Somália), 1 dez (EFE).- Membros de clã nômade das montanhas de Sanaag, onde as autoridades afirmam que estão retidos os jornalistas espanhol e britânico seqüestrados desde quarta-feira passada no norte da Somália, disseram à Agência Efe que estão bem e são bem tratados pelos seqüestradores.

EFE |

"Os dois estão em muito boas condições e os seqüestradores os levaram para outro esconderijo nestas mesmas montanhas", ressaltaram à Efe os nômades, com os quais a Efe entrou em contato em uma visita a seu acampamento de Sanaag.

Enquanto isso, a Polícia continua os trabalhos de busca ao fotógrafo espanhol José Cendón e o jornalista britânico Colin Freeman nas montanhas.

Segundo estes nômades, o único problema na área é que "é uma zona muito rochosa e há pouca água clara", mas, no mais, os jornalistas "são bem tratados" pelos seqüestradores, que os capturaram em 26 de novembro em Bossaso, a principal cidade de Puntlândia.

Cendón e Freeman estavam havia uma semana em Bossaso preparando uma reportagem para o jornal britânico "Daily Telegraph" sobre os piratas somalis, que têm seus refúgios em Puntlândia, em uma zona que dá acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez, e que são neste momento a maior ameaça para a navegação comercial no mundo.

Um porta-voz da Polícia disse hoje à Efe, em Bossaso, que continua a busca pelas montanhas de Sanaag, cerca de 20 quilômetros ao sudoeste dessa cidade, e que não têm novidades, mas esperam poder libertar os dois seqüestrados.

As autoridades de Bossaso disseram que Cendón e Freeman foram seqüestrados por seus tradutores somalis, em colaboração com um grupo armado não identificado da região, pouco antes de ir ao aeroporto desta capital para sair da região. EFE as/an

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