Jornalistas se manifestam na Venezuela em rejeição a agressões

Caracas, 14 ago (EFE).- Grupos de jornalistas começaram a se concentrar hoje em frente da Procuradoria venezuelana em repúdio ao ataque, realizado supostamente por seguidores do Governo, no qual 12 profissionais ficaram feridos quando se manifestavam contra um artigo da nova Lei de Educação.

EFE |

Os comunicadores foram agredidos na tarde desta quinta-feira quando se manifestavam pacificamente contra o artigo 50 da nova Lei de Educação, aprovada esta madrugada pelo Parlamento governista.

Segundo o grupo de jornalistas, o artigo 50 da nova lei penalizaria o exercício livre do jornalismo.

O Colégio Nacional de Jornalistas, o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa e o Círculo de Fotógrafos da Venezuela convocaram para hoje a manifestação na porta da sede da Procuradoria Geral, no centro de Caracas.

Com o protesto, esses organismos pretendem demonstrar sua "condenação mais enérgica e profunda indignação" pelas agressões que um suposto "grupo afim do Governo" perpetrou nesta quinta-feira contra 12 jornalistas da Cadena Capriles, uma das maiores editoras de imprensa do país.

Os jornalistas se "manifestavam pacificamente" em uma avenida do centro de Caracas "contra a aprovação da Lei Orgânica de Educação, concretamente contra seu artigo 50 que penaliza jornalistas, e a favor da liberdade de expressão", informou nesta quinta-feira um comunicado do grupo.

O Governo venezuelano rejeitou nesta quinta-feira em comunicado de maneira "categórica os atos de violência" nos quais os 12 jornalistas ficaram feridos.

Esta madrugada e depois de 10 horas de debate, a grande maioria governista da Assembleia Nacional (AN) aprovou a nova Lei Orgânica de Educação, embora com a abstenção da minoritária bancada opositora, que abandonou a discussão na metade da sessão.

A nova norma é defendida pelo Governo como um instrumento para avançar na instauração do socialismo do século XXI, mas rejeitada por setores opositores acadêmicos, estudantis, eclesiásticos e de grêmios, entre eles o de jornalistas, por seu suposto caráter "ideologizante" e "excludente". EFE gf/ma

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