Jornalistas são seqüestrados por grupo radical no sul das Filipinas

Zamboanga (Filipinas) - Três jornalistas e um professor foram seqüestrados no sul das Filipinas pelo grupo radical islâmico Abu Sayyaf, confirmou nesta terça-feira a Polícia.

EFE |

Os Estados Unidos afirmam que o Abu Sayyaf tem vínculos com a rede terrorista Al Qaeda.

"Os jornalistas Ces Drilon, Jimmy Encarnacion e Angelo Valderrama desapareceram em Sulu, província que pertence à Região Autônoma do Mindanao Muçulmano", indicou em comunicado a rede de televisão "ABS-CBN", para a qual trabalham os jornalistas.

O chefe da Polícia de Sulu, Julasirim Qasim, assinalou que ainda não foi feito nenhum pedido de resgate pela libertação dos sequestrados.

No domingo passado, os três jornalistas e o professor universitário Octavio Dinampo foram interceptados por um grupo armado na aldeia de Kulasi, próximo a Jolo, capital de Sulu.

"Estamos fazendo tudo o que é possível para trazê-los para casa.

Até que se saibam mais detalhes, a 'ABS-CBN' pede aos demais meios de comunicação a maior consideração neste assunto, pela segurança de nossa equipe", acrescentou o comunicado da rede.

Os três jornalistas viajaram ao sul das Filipinas convidados pelo professor Octavio Dinampo, da Universidade Estatal de Mindanao, para entrevistar membros do Abu Sayyaf.

No último domingo, Dinampo pegou os jornalistas em seu hotel e, quando conduziam por uma estrada próxima à aldeia de Kulasi, foram interceptados por um grupo de homens armados, membros do grupo radical islâmico.

Fundado em 1993, por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a antiga União Soviética, o Abu Sayyaf é acusado de cometer alguns dos ataques mais sangrentos do país nos últimos anos.

O grupo radical reivindica a formação de um Estado islâmico independente na Indonésia, Malásia e no sul das Filipinas e da Tailândia.

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