Jornalistas que entrevistaram filho de Sakineh seguem sem visitas

Profissionais foram presos após entrevistar o filho e o advogado da mulher condenada à morte por apedrejamento, no Irã

AFP |

Os dois jornalistas alemães detidos no Irã por entrevistar o filho e o advogado da mulher condenada à morte por apedrejamento não viram suas famílias, ao contrário do que foi anunciado por uma agência iraniana, declarou nesta segunda-feira um porta-voz do ministério alemão das Relações Exteriores. "Não houve encontro", garantiu o porta-voz à AFP.

AP
Foto divulgada por ONG em Londres mostra Sakineh Mohammadi Ashtiani, que havia sido condenada à execução por apedrejamento no Irã por suposto adultério (08/07/2010)

A agência oficial iraniana IRNA informou posteriormente que a visita dos familiares está programada, mas ainda não ocorreu.

Entretanto, a agência semi-oficial Mehr anunciou pouco antes que os dois jornalistas haviam recebido a visita de seus familiares em Tabriz (noroeste), onde encontram-se detidos desde o mês de outubro, após o pedido realizado pelo ministro alemão das Relações Exteriores às autoridades iranianas.

Ambos foram presos por entrevistar o filho e o advogado da mulher condenada à morte por apedrejamento, Sakineh Mohammadi Ashtiani, por um caso de adultério e assassinato, uma condenação que provocou mobilização da comunidade internacional.

Segundo o procurador iraniano Gholam Hossein Mohseni Ejeie, os jornalistas entraram no país como turistas e fizeram perguntas ao filho de Sakineh Mohammadi, em outubro.

Na época, Ejeie havia afirmado afirmou que os dois estrangeiros tinham sido colocados em contato com a família de Mohammadi Ashtiani por um "fugitivo", fazendo, provavelmente, referência à militante Mina Ahadi, porta-voz do Comitê Internacional contra a Lapidação.

"Soube hoje que um iraniano que fugiu de um país estrangeiro havia entrado em contato com a família de Mohammadi e havia dito a ela que dois jornalistas tinham vindo entrevistá-la sobre o caso" de Sakineh. "Em seguida, dois cidadãos desse país foram entrevistar o filho de Mohammadi".

"Durante esse tempo, uma outra pessoa suspeitou deles e informou as autoridades", acrescentou o procurador, sem indicar se o filho da condenada e seu advogado também tinham sido presos.

Mina Ahadi havia informado pouco antes à AFP da provável prisão de dois jornalistas alemães.

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