Jornalistas pedem que comissão da OEA constate liberdades na Venezuela

Caracas, 29 jan (EFE).- Dirigentes do Colégio Nacional de Jornalistas (CNP) venezuelano e trabalhadores da rede privada RCTVI pediram hoje à Organização dos Estados Americanos (OEA) que envie à Venezuela uma comissão para constatar a situação da liberdade de imprensa no país.

EFE |

Em um documento entregue na sede da OEA são feitos vários pedidos ao secretário-geral José Miguel Insulza, entre elas a visita de uma comissão, e se denuncia o risco que se imponha "uma visão única" do país, explicou William Echeverría, presidente do CNP.

Echeverría assinalou que a suspensão desde sábado passado da transmissão do canal 'RCTVI' pelos sistemas a cabo e satélite da Venezuela constitui uma 'cobrança política' por parte do Governo devido à postura 'independente' e crítica desse meio.

Além da 'RCTVI' foram suspensos outros cinco canais com o argumento de que não cumpriam as normas da legislação para meios audiovisuais venezuelanos, como transmitir obrigatoriamente as mensagens ao país e discursos do presidente Hugo Chávez.

A 'RCTVI' e o peruano América TV são os únicos que continuam sem transmitir. O resto já recebeu o sinal verde da Comissão Nacional de Comunicações, que certificou que se trata de canais internacionais e portanto não sujeitos a essas normas.

A suspensão dos canais, e especialmente da 'RCTVI', que mantém uma linha crítica ao Governo, provocou críticas no estrangeiro e no país, onde aconteceram manifestações a favor e contra, nas quais houve dois mortos e dezenas de feridos.

O grupo Jornalistas pela Verdade, que apoia o Governo, foi hoje à sede da Embaixada do Canadá em Caracas para expressar sua rejeição às críticas desse país contra a suspensão das emissões, através dos sistemas de cabo e satélite, da rede privada 'RCTVI'.

O diretor do Jornalistas pela Verdade, Marcos Hernández, disse que entregaram na sede diplomática "documentos" para demonstrar que a suspensão da rede obedeceu a critérios estritamente legais. EFE gf/ma

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