Jornalistas estrangeiros são espiados e fotografados em Pequim

Pequim, 11 ago (EFE).- A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês) pediu hoje às autoridades chinesas que os policiais à paisana deixem de farejar e fotografar o trabalho dos jornalistas deslocados à China para cobrir os Jogos Olímpico de Pequim.

EFE |

Os membros da IFJ informaram hoje sobre numerosas queixas de incidentes nos quais supostos agentes à paisana fotografam e filmam os jornalistas estrangeiros enquanto estes estão cobrindo os Jogos e suas incidências, o que consideram "uma forma de intimidação que transgride a liberdade de imprensa".

No mais numeroso, cinco estranhos que a IFJ deduz serem policiais à paisana ao não ter credenciamento, fotografaram um grupo de jornalistas que entrevistaram na semana passada perto de desapropriados pelas obras olímpicas que se manifestaram na praça de Praça da Paz Celestial.

O mesmo aconteceu no sábado quando dezenas de jornalistas foram à Torre do Tambor para obter informação sobre o suicida que matou um turista americano, e assédio igual sofreu um repórter que entrevistou a um atleta francês no aeroporto.

Em todos estes incidentes os policiais à paisana fotografaram não só os profissionais, mas também as anotações que estavam fazendo durante seu trabalho.

"Trata-se de interferências inaceitáveis no trabalho dos jornalistas", disse o irlandês Aidan White, secretário-geral da IFJ, com sede na Bélgica e o maior agrupamento de jornalistas do mundo dedicado a promover a liberdade de imprensa e a justiça social mediante o apoio dos sindicatos do grêmio.

As autoridades da China, um país governado pelo Partido Comunista desde 1949, se comprometeram a melhorar a proteção dos direitos humanos e a liberdade de imprensa por ocasião dos Jogos Olímpicos, uma promessa que está sendo descumprindo em muitos casos.

Enquanto isso, no caso da liberdade de imprensa, há duas semanas os enviados especiais aos Jogos Olímpicos puderam comprovar que não tinham acesso à web relacionadas com direitos humanos, Tibete ou inclusive "BBC".

O presidente da comissão de imprensa do COI, o australiano Kevan Gosper, disse então que funcionários do COI tinham chegado a um acordo com as autoridades chinesas para limitar certos conteúdos, mas o COI o desmentiu e pressionou os organizadores de Pequim 2008 para que solucionassem este problema.

"Está desbloqueado", declarou hoje à Agência Efe Gosper.

Quanto à suposta negociação entre o COI e as autoridades chinesas, Gosper disse que o ocorrido há duas semanas não tinha sido problema da entidade. EFE mz/ma

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