Jornalistas entregam documento de protesto na Procuradoria venezuelana

Caracas, 14 ago (EFE).- Representantes dos jornalistas venezuelanos entregaram hoje um documento de protesto na Procuradoria-Geral da nação por causa da agressão sofrida ontem por 12 de seus colegas por se oporem a uma polêmica Lei de Educação que terminou aprovada pelo Legislativo e declararam a procuradora-geral persona non grata.

EFE |

Uma dúzia de jornalistas da Cadena Capriles foram atacados ontem quando distribuíam em uma avenida de Caracas panfletos contra a Lei de Educação que a Assembleia Nacional aprovou na madrugada de hoje.

Funcionários da Procuradoria deram curso ao documento apresentado pelos grêmios jornalísticos, que se queixaram que seus representantes não foram recebidos pessoalmente pela titular do órgão, Luisa Ortega.

Ao término do ato, o presidente do Colégio Nacional de Jornalistas (CNP), o opositor William Echeverría, disse que declaravam Luisa "persona non grata" porque seu escritório não atuava com diligência nos casos de agressões aos profissionais dos meios de imprensa.

Echeverría disse que a agressão devia ser considerada como um ataque à liberdade de expressão, apesar de os repórteres "não estarem exercendo seu trabalho jornalístico quando foram agredidos".

"Eles estavam protestando e têm direito de se manifestarem sem ser agredidos. Isso é coagir a liberdade de expressão. Nós continuaremos nos expressando na rua, não ficaremos calados", disse.

EFE rr/ma

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