PARIS (Reuters) - Os jornalistas do influente jornal francês Le Monde fizeram na terça-feira mais uma greve para protestar contra os planos de cortes de empregos, tirando o jornal de circulação pela terceira vez em menos de um mês. A última paralisação foi em 1976, quando os jornalistas protestaram contra a aquisição de um jornal francês por um magnata. Esta é a primeira vez que os empregados se manifestam contra uma questão interna -- o Le Monde não circulou em dois dias do mês de abril

O novo corpo administrativo do jornal planeja vender vários títulos do grupo Le Monde, além de cortar 129 empregos no jornal principal, incluindo um quarto dos 340 jornalistas. Com isso, a administração espera zerar os prejuízos do jornal até o ano que vem.

Os trabalhadores 'continuam prontos para negociações de verdade, como ficou provado em sua oferta de começar apenas com demissões voluntárias e, a partir daí, analisar a situação', disse o sindicato que representa o grupo, em um comunicado publicado no site do jornal.

Fundado em 1944, o Le Monde tem um espaço importante na mídia francesa, com cobertura extensa, amplos contatos com homens de negócios e membros do governo e um tom severamente intelectual.

Mas, assim como outros jornais, ele tem sofrido com a queda dos lucros, o aumento dos custos e a necessidade de adaptar-se à era da Internet. Em 2007, o grupo teve um prejuízo de 20 milhões de euros.

(Reportagem de Swaha Pattanaik)

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