PARIS (Reuters) - O Le Monde, um dos jornais mais influentes da França, não estará nas bancas na quinta-feira, pois os jornalistas votaram por manter a greve iniciada nesta semana, em protesto aos planos de cortes de vagas no jornal. O representante do sindicato, Michel Delberghe, disse que a equipe votou na quarta-feira por uma paralisação imediata. Isso significa que a edição de sexta-feira, que normalmente chegaria às bancas francesas na tarde de quinta, não vai ser publicada.

A edição de terça já foi cancelada. Desde a fundação do jornal, em 1944, esta é a segunda greve de jornalistas. A primeira ocorreu em 1976.

Uma nova equipe administrativa pretende vender uma série de títulos de propriedade do grupo Le Monde e cortar 130 postos de trabalho do jornal, incluindo um quarto de seus 340 jornalistas. O objetivo é zerar as dívidas da publicação no ano que vem.

O jornal de esquerda tem uma posição única na mídia francesa, com coberturas importantes e amplos contatos no mundo dos negócios e da política, além de manter um tom intelectual.

Mas, assim como outros grupos de jornais, o Le Monde tem sofrido com a parca receita, o aumento dos custos e a necessidade de se adaptar aos desafios da Internet. Em 2007, seu prejuízo foi de 10 milhões de euros (31,7 milhões de dólares).

(Reportagem de Pascal Lietout)

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