Jornalistas denunciam coerção na China durante conflito étnico

Pequim, 8 jul (EFE).- Vários jornalistas estrangeiros que se encontram na região de Xinjiang (noroeste) cobrindo o conflito entre chineses e uigures sofreram algum tipo de pressão das autoridades, e alguns foram detidos, denunciou hoje o Clube de Correspondentes Estrangeiros na China (FCCC) em Pequim.

EFE |

Em comunicado, a organização exigiu às autoridades que parem com esses impedimentos ao exercício da profissão, e recomendou a Pequim que "permita o livre fluxo de informação, essencial para que as notícias sejam objetivas e justas".

Segundo a FCCC, as forças de segurança de Xinjiang detiveram jornalistas, revistaram suas equipes e equipamentos, "e em pelo menos um caso danificaram uma câmera".

Também foram denunciadas limitações aos repórteres para entrevistar habitantes da região em conflito, e retenções de jornalistas durante várias horas, assim como grandes dificuldades para ter acesso a telefones e internet.

"Deter e coagir jornalistas por informar é um erro. Pedimos às autoridades que permitam que façam seu trabalho sem restrições", destacou o presidente do FCCC, Scott McDonald, no comunicado.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) também condenou o controle da informação que o Governo chinês faz em Xinjiang, onde, ao contrário dos distúrbios do ano passado no Tibete, foi permitida a entrada da imprensa estrangeira.

Pelo menos 156 pessoas morreram e outras mil ficaram feridas nos enfrentamentos violentos iniciados no domingo, descritos pelo Governo chinês como "os mais sangrentos desde a criação da República Popular da China, em 1949". EFE abc/rr

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