Jornalistas de oposição pedem porte de arma na Rússia

Moscou, 22 jan (EFE).- Após ter duas jornalistas mortas, a revista quinzenal russa Novaya Gazeta, de oposição, pedirá ao Serviço Federal de Segurança (FSB, ex-KGB) permissão para que as pessoas de sua redação portem armas, a fim de zelas pela a própria segurança, informou hoje o magnata Aleksandr Lebedev, co-proprietário da publicação.

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"Se os senhores não podem garantir nossa segurança, permitam aos nossos jornalistas que portem armas", precisou Lebedev, citado pela agência oficial russa "RIA Novosti".

Ele ressaltou que já enviara oficialmente outra carta similar ao FSB, mas que pretende repetir sua solicitação.

Na segunda-feira, morreu no hospital a jornalista Anastasia Baburova, quem fora baleada quando se encontrava com o advogado Serguei Markelov, assassinado com um tiro na nuca em pleno centro de Moscou.

O diretor da revista, Dmitri Muratov, assinalou que se estudam duas versões: de que o assassinato da jornalista foi premeditado ou de que Baburova ser morta ao tentar deter o assassino de Markelov.

Além disso, revelou que a ela havia feito "duas horas antes" uma entrevista com o advogado, publicada hoje pela revista, na qual também trabalhava Anna Politkovskaya, jornalista muito crítica com a política do Kremlin na Chechênia, que foi assassinada em outubro de 2006.

"Infelizmente, ainda não posso garantir totalmente a segurança dos jornalistas", disse Lebedev, acrescentando que a revista desenvolveu há ano e meio várias investigações, das quais praticamente não publicou nada.

A respeito delas, "Nastia (diminutivo de Anastasia) estava trabalhando em uma", acrescentou Lebedev, ele próprio um ex-agente da KGB. EFE egw/jp

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