Mogadíscio, 23 ago (EFE) - Uma jornalista canadense e um repórter australiano foram seqüestrados hoje por uma milícia não identificada nos arredores de Mogadíscio, em uma região onde moram milhares de deslocados internos somalis, informou à Agência Efe uma fonte da Polícia. A canadense se chama Amanda e seu colega australiano, Miguel, segundo um recepcionista do hotel Shamo, onde se hospedavam. Ele confirmou à Efe que foram seqüestrados quando iam aos campos de deslocados internos de Hawa Abdi, cerca de 20 quilômetros de Mogadíscio. Saíram do hotel para fazer uma reportagem sobre os campos de deslocados. Chegaram ali e começaram a trabalhar e, quando iam de um campo a outro, foram atacados e seqüestrados, explicou.

Segundo o recepcionista, "não se sabe quem são os seqüestradores, que também capturaram o auxiliar jornalístico local, Abdifatah Mohammed Elmi, e seu motorista".

A Polícia de Mogadíscio confirmou o seqüestro, mas não deu detalhes do caso.

Os motivos também não ficaram claros, mas é muito possível que seja um seqüestro por dinheiro.

Há pouco tempo foram libertados os voluntários italianos Jolanda Occhipinti e Giuliano Paganini, depois do pagamento de um resgate que teria sido de US$ 1 milhão, o mesmo que o supostamente foi pago a piratas somalis pela libertação de um casal alemão. EFE da/db

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