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Jornalistas afegãos criticam operação que salvou jornalista inglês

CABUL - Associações de jornalistas afegãos expressaram nesta quinta-feira sua revolta pelas condições em que foi realizada a operação para resgatar um jornalista ocidental do The New York Times sequestrado pelos talebans na qual http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/09/09/operacao+para+libertar+jornalista+do+ny+times+mata+4+no+afeganistao+8344943.html target=_topmorreram quatro pessoas, entre elas um influente jornalista local.

Redação com agências internacionais |

A ação de um comando da Otan realizada na quarta-feira estava destinada a libertar Stephen Farrel, jornalista britânico do americano New York Times, e seu intérprete, o jornalista afegão Sultan Munadi.


Stephen Farrell, em foto de arquivo de 2007, já havia sido sequestrado no Iraque / AP

Os profissionais da imprensa afegã denunciaram a forma com que o corpo de seu colega foi abandonado após a operação da Otan, obrigando a família a recuperá-lo numa área considerada perigosa.

"Tiveram que buscar o corpo. Nada foi feito para ajudá-los", denunciou um jornalista afegão ligado à família de Munadi.

"Eles o deixaram jogado lá. Seu corpo se encontrava num estado lamentável, com ferimentos a bala, e não se pode saber quem o matou, se os talebans ou os soldados", acrescentou.

Naqubulah Taib, da Associaçao de Jornalistas Independentes, lamentou que, ao contrário de jornalistas estrangeiros como Farrel, treinados para trabalhar em zonas perigosas, seus colegas afegãos não se beneficiam do mesmo treinamento.

Farrell e Munadi foram sequestrados no sábado, em Kunduz, no local onde um bombardeio aéreo da Otan matou dezenas de pessoas, entre elas civis.

A ação foi decidida apesar das negociações para libertação estarem em andamento. Nenhuma das pessoas que participavam nessas negociações achava que Farrell e Munadi se encontravam em perigo imediato.

Segundo a revista Time, representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha estavam em contato direto com os sequestradores.

Mas o jornal britânico The Times, que citou fontes da Defesa, informou que a operação foi organizada pelo temor das forças britânicas de que Farrel fosse levado para outro lugar e que não existiam garantias de que as negociações teriam êxito.

* Com AFP

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