Jornalista russa encontrou assassino poucos dias antes de morrer

Moscou, 5 out (EFE) - A jornalista russa Anna Politkovskaya, morta há dois anos, cruzou dias antes de morrer com seu assassino, que ensaiou o atentado na porta da casa da repórter, revelou hoje a emissora de rádio Eco de Moscou.

EFE |

A emissora antecipou alguns trechos de um depoimento do chefe da equipe responsável pelo crime, Petros Garibian, que será divulgado amanhã na publicação quinzenal "Novaya Gazeta", onde Politkovskaya trabalhava.

O grupo de assassinos ensaiou várias vezes o atentado, e uma câmera de vídeo da porta da casa de Politkovskaya gravou o momento no qual o homem que a matou cruza com ela, justamente quando a jornalista saia de sua residência.

O policial reconheceu que ainda há muitas dúvidas no que diz respeito às pessoas que encomendaram e organizaram o atentado contra Politkovskaya, que morreu baleada.

Garibian, considerado pela imprensa um dos melhores investigadores do país, acredita que o assassinato tem a ver com a atividade profissional da vítima, uma das maiores críticas da política do Kremlin na Chechênia e no Cáucaso, por isso também vislumbra um claro cenário "político".

Contra o suposto autor material do crime, identificado como Rustam Makhmudov, há uma ordem internacional de busca e captura, enquanto sentarão no banco dos réus dois de seus irmãos como seus supostos cúmplices e um coronel dos serviços secretos russos acusado de facilitar o crime.

O assassinato de Politkovskaya aconteceu quando a jornalista fazia uma reportagem sobre torturas sistemáticas na Chechênia, texto publicado cinco dias após sua morte.

A jornalista tinha confessado ter recebido várias vezes ameaças de morte dos serviços secretos russos, do Exército e de outras agências de segurança do Estado os quais tinha criticado duramente em suas reportagens. EFE si/wr/db

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