Nova York, 22 jun (EFE).- O jornalista afegão Tahir Ludin, que escapou junto com o repórter americano David Rohde na sexta-feira das mãos dos talibãs que os sequestraram há sete meses, revelou que ambos sofreram ameaças de morte e que fugiram graças a uma corda que tinham escondido, de acordo com a imprensa local.

Ludin e Rohde, segundo declarações fornecidas ao jornal "The New York Times", "sofreram ameaças de morte" de seus seqüestradores. O jornalista afegão disse que "se sentiu tão desesperados nos últimos dois ou três meses, que pensou na possibilidade de suicídio".

Os dois jornalistas e o motorista Asadullah Mangal foram sequestrados no dia 10 de novembro de 2008, na província de Logar, a sudeste de Cabul, quando Rohde fazia uma pesquisa para um livro, segundo o "New York Times", e tentava falar com o comandante talibã conhecido como Abu Tayyip.

Rohde faz parte da equipe de jornalistas do "New York Times" que ganhou um Prêmio Pulitzer este ano por sua cobertura dos eventos no Afeganistão e Paquistão, em 2008.

O diretor editorial do jornal, Bill Keller, disse que, desde o sequestro de Rohde, o jornal e outros veículos de comunicação americanos mantiveram um relativo silêncio "para não prejudicar a situação dos homens".

Ludin, que já tinha escoltado outros jornalistas estrangeiros em encontros com Tayyip, disse ao jornal que eles ficaram trancados em várias casas da área tribal do Paquistão. EFE emm/pd

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.