Jornalista que atirou sapatos em Bush será julgado por atacar chefe de Estado

BAGDÁ (EFE) - O juiz de instrução que conduz o caso do jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi, que atirou os sapatos no presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse hoje que concluiu a investigação e enviou o processo a um juizado penal.

EFE |


O magistrado, Dhia al-Kinani, informou hoje em comunicado que o repórter será processado por atacar um chefe de Estado, delito contemplado no parágrafo 3º do artigo 223 do código penal iraquiano, que estipula uma pena máxima de sete anos de prisão.

AP
Jornalista iraquiano joga os sapatos em Bush


O tribunal agora "terá que estabelecer uma data para o começo do julgamento", explicou.

Por sua parte, o advogado de defesa disse à Agência Efe que ainda não foi estabelecida uma data para o início do processo.

Ele explicou que apelará perante a máxima instância judicial iraquiana da decisão de enviar o caso do jornalista, de 29 anos, a um juizado penal, "porque não é pertinente de acordo com a ação que ele realizou".

A defesa do jornalista quer que o ato de atirar sapatos em Bush seja considerado uma falta, e não um delito, já que, segundo os advogados, o que Zaidi fez foi expressar sua opinião.

Há oito dias, em uma entrevista coletiva de Bush e do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, em Bagdá, o repórter se levantou e, após gritar "este é o beijo de despedida, cão", atirou os dois sapatos no líder americano, sem acertar no alvo.

Imediatamente depois da agressão, Zaidi, jornalista do canal de televisão "Al-Baghdadia", foi detido pelos membros da segurança que estavam na sala.

Desde então, está preso, apesar de ter pedido perdão a Maliki por seu ato.

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