TEERÃ - A jornalista nascida nos Estados Unidos Roxana Saberi foi libertada nesta segunda-feira da prisão de Evin, em Teerã, após uma corte de apelação iraniana reduzir sua pena de prisão, por espionagem, de oito anos para dois anos, segundo informou seu advogado.

Reuters
A jornalista em foto de 2004
A jornalista em foto de 2004
"Ela acabou de sair (da prisão) e está a caminho da casa deles (da família)" , disse o advogado Abdolsama Khorramshahi a jornalistas.

Uma fonte do Judiciário afirmou anteriormente que Saberi, que foi presa no dia 18 de abril sob a acusação de espionar para os Estados Unidos, tornando-se uma nova fonte de tensão entre Teerã e Washington, seria solta e teria a permissão de deixar o Irã.

Reza Saberi, pai da jornalista, disse mais cedo que ele e sua mulher japonesa, Akiko, poderiam "trazê-la de volta para casa", aparentemente se referindo aos Estados Unidos, para onde ele se mudou no início dos anos 1970. "Nós voltaremos para casa o mais breve possível", disse.

A decisão surgiu um dia após uma corte de apelação realizar uma audiência sobre o caso de Saberi, uma jornalista de 32 anos que trabalhou para a BBC e para a Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos.

O advogado Khorramshahi disse que Saberi será proibida de fazer qualquer trabalho jornalístico no Irã por cinco anos. "Não há obstáculos para que ela deixe o país, e ela pode deixar o Irã livremente", disse seu outro advogado, Saleh Nikbakht.

Saberi parecia magra e cansada na audiência da corte no domingo. Na semana passada, seu pai disse que ela terminou uma greve de fome de duas semanas e estava "muito fraca". A Justiça negou que ela tivesse recusado comida e disse que ela estava em boas condições de saúde.


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