Bagdá, 22 mai (EFE) - Dois jornalistas iraquianos morreram, um deles após ser baleado por um soldado americano, em dois incidentes em Bagdá e na província de Diyala, informaram hoje fontes policiais e uma organização de defesa dos jornalistas.

No primeiro dos fatos, um cinegrafista de uma televisão iraquiana morreu após ser atingido por um franco-atirador do Exército dos Estados Unidos quando se dirigia a sua casa no leste de Bagdá, denunciou a Associação Iraquiana para a Defesa dos Direitos dos Jornalistas.

"Wisam Ali Awda, câmera do canal de televisão por satélite 'Afaq', morreu na quarta-feira pelos disparos de um franco-atirador americano quando voltava a sua casa no bairro de Al-Obeidi", disse a associação em comunicado.

A nota pede que sejam levados à Justiça os autores do ataque contra o repórter, que era solteiro e tinha 32 anos.

Awda trabalhava para a televisão "Afaq", que pertence ao partido Dawa ("Chamada Islâmica"), liderado pelo primeiro-ministro do Iraque, o xiita Nouri al-Maliki.

Por outro lado, fontes policiais informaram que foi descoberto o corpo de um jornalista, Haider al-Hussein, em Bahraz, perto de Baquba, na província de Diyala.

O repórter trabalhava para o jornal local "As Sharq", e não se sabem os motivos de seu assassinato.

Com estas duas novas mortes já são pelo menos 272 repórteres e funcionários de veículos de comunicação, em sua maioria iraquianos, mortos no Iraque desde a invasão americana em março de 2003, segundo dados da Federação Internacional de Jornalistas. EFE am/db

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