Jornalista iraniana-americana será solta em breve

TEERÃ (Reuters) - A jornalista nascida nos Estados Unidos Roxana Saberi será solta em breve, após uma corte de apelação iraniana reduzir sua sentença de prisão de oito anos por espionagem para um período de dois anos. Uma fonte do judiciário disse que Saberi, que foi presa no dia 18 de abril sob a acusação de espionar para os Estados Unidos, tornando-se uma nova fonte de tensão entre Teerã e Washington, já foi solta e terá a permissão de deixar o Irã.

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Mas seu pai, Reza, disse que ela ainda não está livre, após mais de três meses de detenção, afirmando que estava esperando na frente da prisão de Evin, no norte de Teerã.

"Ela será solta hoje, espero. Os papéis estão prontos... é só uma questão de tempo, em algumas horas", ele disse à Reuters pelo telefone. "Nós estamos muito felizes".

Reza Saberi disse que ele e sua mulher japonesa, Akiko, poderiam "trazê-la de volta para casa", aparentemente se referindo aos Estados Unidos, para onde ele se mudou no início dos anos 1970. "Nós voltaremos para casa o mais breve possível", disse ele.

A decisão surgiu um dia após uma corte de apelação realizar uma audiência sobre o caso de Saberi, uma jornalista de 32 anos que trabalhou para a BBC e para a Rádio Pública Nacional dos Estados Unidos.

"A corte de apelação... reduziu sua sentença de prisão de oito para dois anos de sentença... e ela será solta em breve", disse seu advogado de defesa Abdolsamad Khorramshahi.

"Em consideração a esta decisão judicial, naturalmente ela será solta", disse um porta-voz do judiciário Alireza Jamshidi à agência de notícias estatal Irna, sem dar uma data.

O advogado disse que Saberi será proibida de fazer qualquer trabalho jornalístico no Irã por cinco anos.

"Não há obstáculos para que ela deixe o país, e ela pode deixar o Irã livremente", disse seu outro advogado, Saleh Nikbakht.

Saberi parecia magra e cansada na audiência da corte no domingo. Na semana passada, seu pai disse que ela terminou uma greve de fome de duas semanas e estava "muito fraca". O judiciário negou que ela tivesse recusado comida e disse que ela estava em boas condições de saúde.

(Reportagem de Fredrik Dahl e Hashem Kalantari)

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