Uma jornalista holandesa sequestrada em 1º de novembro perto de Cabul foi liberada nesta sexta-feira, emocionalmente abalada, mas em bom estado de saúde, indicou seu empregador, sem dizer se houve pagamento de resgate.

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"Ela foi liberada esta manhã (sexta-feira). Eu falei com ela, ela está abalada, mas goza de boa saúde. Ela está sendo submetida a exames num hospital da Otan", declarou Michael Lescroart, editor da P-Magazine, ao ser entrevistado por telefone na Bélgica, onde fica a sede do jornal.

Michael Lescroart se negou a divulgar a identidade desta jornalista, de cerca de 40 anos, sequestrada sábado na região de Sarubi, a cerca de 50 km de Cabul, a pouca distância do local onde morreram 10 soldados franceses em uma emboscada em julho passado.

Aparentemente, esta repórter tentava entrevistar os responsáveis pelo ataque, assumido simultaneamente pelos talebans e pelo Hezb-i-islami do chefe de guerra afegão Gulbuddin Hekmatyar.

Embora o sequestro desta jornalista não tenha sido assumido, os seqüestradores se apresentavam como talebans, segundo Lescroart.

Agência de notícias que trabalham em Cabul, haviam parado de publicar informações sobre este sequestro a pedido do editor da revista, que temia pela segurança da refém.

Outros reféns

Na última segunda-feira, um grupo de homens armados sequestrou em Cabul um francês e seu motorista e matou um afegão que tentou ajudá-los.

Tanto em Cabul quanto no leste do país foram registrados vários sequestros durante os últimos anos, alguns deles efetuados pela insurgência taleban e outros por homens desconhecidos.

No dia 1º deste mês, dois voluntários bengaleses que haviam sido sequestrados na província afegã de Ghazni foram libertados durante uma operação policial.

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