Jornalista conservador americano Robert Novak morre aos 78 anos

O jornalista conservador e âncora da rede CNN Robert Novak, que trouxe à tona o caso Plame-Wilson, um dos muitos escândalos envolvendo as falsas justificativas para a guerra no Iraque, morreu nesta terça-feira aos 78 anos, segundo a imprensa norte-americana.

AFP |

O Chicago Sun-Times, onde Robert Novak trabalhou como jornalista durante mais de 40 anos, indicou que ele morreu em sua casa, em Washington, em consequência de um câncer.

Robert Novak, que foi durante muito tempo âncora do programa político "Crossfire" da CNN, havia anunciado há um ano que se retirava do jornalismo depois de ter um câncer no cérebro diagnosticado.

Em julho de 2003, ele havia revelado que Valerie Plame, esposa de Joseph Wilson, um ex-embaixador norte-americano, era uma agente da CIA. Wilson tinha acusado o governo Bush de ter exagerado a ameaça iraquiana para justificar a guerra.

A revelação da identidade de um membro da CIA é um crime federal e Lewis Libby, um assessor do ex-vice-presidente Dick Cheney, foi condenado por ter mentido nesse caso.

cl/dm

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