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Jornalista chinesa admite que há limitações para informar na China

Santiago do Chile, 25 set (EFE) - A jornalista chinesa Iuane Ying admitiu hoje durante o Congresso Mundial de Mulheres Jornalistas, realizado em Santiago do Chile, que na China há limitações para informar. É preciso atuar respeitando o limite, sempre com um teto que vem do Comitê Central (do Partido Comunista chinês). Há um patamar do qual não se pode passar, disse Ying durante o Congresso, convocado sob o título Comunicações e jornalismo na era digital.

EFE |

No entanto, a jornalista, do jornal chinês "Business Watch", disse que na área de economia e negócios, na qual ela trabalha, "é muito diferente", mas ressaltou que, "em outros pontos, efetivamente pode haver restrições de política e para imprensa estrangeira".

Ela advertiu de que os desafios dos jornalistas chineses são, em primeiro lugar, obter e explorar os recursos da informação com os limites impostos pelo Comitê Central, assim como evitar as opiniões parciais das pessoas, sendo mais críticos e noticiosos.

"Como trabalhadoras dos meios de comunicação, temos que ter a opinião global e equilibrada", disse Ying, segundo quem há um grupo de cidadãos com acesso à internet e outro, o dos camponeses, sem a rede virtual.

Já Alice Kao, de Taiwan, esclareceu que em seu país não há censura e reiterou que a "liberdade de imprensa é fundamental para a democracia".

Com relação à internet e aos meios de comunicação, ela reconheceu que em seu país a tecnologia digital afetou a imprensa escrita, que teve redução de "40% entre 2002 e 2007" em suas vendas.

O Congresso, que termina no sábado, reúne cerca de 370 jornalistas de Alemanha, Argentina, Bulgária, China, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, México, Peru, Nicarágua, Taiwan, Uruguai e Venezuela. EFE frf/rb/db

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