Um jornalista britânico do Sunday Mirror em missão com o exército americano foi morto sábado em uma explosão no sul do Afeganistão, anunciou neste domingo o ministério britânico da Defesa (MoD), destacando que outro profissional da imprensa ficou gravemente ferido.

Rupert Hamer, correspondente do semanário britânico e encarregado das questões ligadas à defesa, morreu na explosão de uma bomba caseira quando acompanhava uma patrulha americana ao noroeste de Nawa, no sul do Afeganistão, especificou o MoD em comunicado.

Hammer faleceu no local da explosão. Outro jornalista do Sunday Mirror, o fotógrafo Philip Coburn, está ferido, e se encontra em um estado "grave mas estável", frisou o ministério.

De acordo com o ministério britânico das Relações Exteriores, Hamer é o primeiro jornalista do país morto no Afeganistão.

Um soldado americano e um militar afegão também morreram na explosão, informou o MoD, destacando que outros quatro soldados americanos foram gravemente feridos.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, se declarou "profundamente entristecido por esta trágica notícia". Expressando suas "sinceras condolências" às famílias dos jornalistas, Brown elogiou "a coragem, o talento e a dedicação" de ambos.

O ministro da Defesa, Bob Ainsworth, também prestou homenagem aos dois profissionais, dizendo sentir uma "grande tristeza".

"Rupert Hamer e Phil Coburn me acompanharam em minha última viagem ao Afeganistão. Tive a oportunidade de conhecê-los melhor, e fiquei impressionado com seu trabalho e seu profissionalismo", afirmou.

Este incidente mostra "os riscos que correm os jornalistas para manter o público informado dos acontecimentos na linha de frente", acrescentou Ainsworth.

No fim de dezembro, uma jornalista canadense de 34 anos, Michelle Lang, que trabalhava para o jornal Calgary Herald, morreu no sul do Afeganistão junto com quatro soldados canadenses quando uma bomba explodiu na passagem de seu veículo blindado.

cyb/yw

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