Jerusalém, 20 jan (EFE).- O jornalista americano Jared Malsin, chefe do serviço em inglês da agência de notícias palestina independente Maan, foi deportado hoje pelas autoridades israelenses, após passar oito dias retido no aeroporto de Ben Gurion.

"Finalmente conseguiram, o colocaram em um avião e agora está a caminho de Nova York", disse à Agência Efe o repórter da "Ma'an" e também americano George Hales.

Segundo informou a "Ma'an" em comunicado, ontem as autoridades israelenses apresentaram a Malsin, sem a presença de seu advogado, um acordo legal que permitiria sua saída do país e o fim de sua retenção caso desistisse da ação judicial que tinha aberto para não ser expulso.

O jornalista, de origem judaica e que mora na cidade de Beit Sahur (Cisjordânia, perto de Belém), foi retido no último dia 12 em Ben Gurion, perto de Tel Aviv, quando voltava de Praga, onde passava férias.

"Sua casa é aqui. Ele tem todas suas coisas em Belém", disse Hales, que precisou que na agência palestina trabalham outros dez jornalistas estrangeiros que agora têm medo de viajar para fora de Israel ou dos territórios palestinos.

"Não sabemos por que o expulsaram", disse o repórter, que explicou que ouviu várias desculpas diferentes da Polícia pela retenção do colega.

Pela primeira vez em uma semana, Malsin pôde utilizar esta manhã o telefone celular e alertar a empresa sobre a expulsão. A "Ma'an" é uma agência independente de notícias palestina com sede em Belém, que recebe financiamento dos EUA e da União Europeia e que conta com uma rede de televisão e uma emissora de rádio.

Sabin Haddad, porta-voz do Ministério do Interior israelense, disse à Efe que o jornalista americano não foi deportado porque não estava em Israel, mas no aeroporto. "O que ocorreu é que ele teve sua entrada no país rejeitada", apontou. EFE aca/rr

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