Islamabad, 18 fev (EFE).- Um jornalista paquistanês que era ameaçado pela insurgência talibã morreu hoje baleado por um grupo de homens armados no conflituoso vale de Swat (norte do Paquistão), onde as autoridades estão em negociações de paz com os fundamentalistas.

O correspondente da emissora "Geo TV" Moussa Khan Khel, de 32 anos, estava no distrito de Matta para acompanhar uma marcha pela paz que atravessou hoje a localidade de Swat quando foi assassinado, informou à Agência Efe uma fonte deste veículo.

O clérigo radical Sufi Mohammed, artífice de um acordo com o Governo para impor a sharia (lei islâmica) no vale de Swat, reuniu hoje milhares de pessoas durante uma "caravana pela paz" que tinha o objetivo de iniciar conversas com os talibãs para os convencer a baixar as armas.

O Governo da Província da Fronteira do Noroeste (NWFP), à qual pertence Swat, assinou na última segunda um acordo com um grupo islâmico para aplicar a sharia e alcançar a paz com os insurgentes liderados pelo mulá Fazlulá.

Tanto os talibãs como o Exército paquistanês declararam uma trégua para apoiar o processo.

Em comunicado, o primeiro-ministro Yousef Razá Guilani expressou sua "dor" pelo assassinato e instou as autoridades a investigarem o que aconteceu para levar os culpados diante da Justiça.

À condenação se juntou a ministra de Informação, Sherry Rehman, que chamou a morte de Khan Khel de "ataque à imprensa independente", segundo afirma a imprensa paquistanesa. EFE igb/fal

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