Por Jonathon Burch CABUL (Reuters) - Um jornalista afegão, inicialmente condenado à morte por blasfêmia, mas que teve a pena reduzida para 20 anos mediante apelação, ganhou liberdade e está cumprindo exílio em um país desconhecido, informou a imprensa nesta segunda-feira.

Perwiz Kambakhsh, 24 anos, repórter do jornal afegão Jahan-e Now, foi condenado à morte por blasfêmia em janeiro de 2008 pela corte da cidade de Mazar-i-Sharif, norte do Afeganistão.

Kambakhsh foi detido por baixar e distribuir um artigo da Internet que dizia que o Profeta Maomé ignorou os direitos da mulher.

Pela lei islâmica --determinada na constituição afegã-- a blasfêmia é passível de morte.

"É com considerável emoção que acolhemos a liberação de Perwiz Kambakhsh", disse nesta segunda-feira o grupo Repórteres Sem Fronteiras, com sede em Paris, que conduz uma campanha pela liberdade de imprensa.

"É crucial que ele possa reconstruir sua vida após praticamente dois anos detido. Por temores de represálias, ele foi levado para um país estrangeiro."

(Reportagem adicional de Ron Popeski)

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