Jornalista acusada de espionagem no Irã terá 3 juízes em apelação

Teerã, 24 abr (EFE).- Três juízes presidirão o tribunal de apelação que avaliará o recurso apresentado pela jornalista americana Roxana Saberi, condenada no Irã a oito anos de prisão por espionagem para os Estados Unidos.

EFE |

Segundo o presidente do Tribunal de Teerã, Ali Reza Avaei, a medida atende ao pedido do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, e do chefe do Poder Judiciário, Mahmoud Hashemi Shahroudi, de que se ponham todos os meios para que a repórter possa se defender.

"Haverá dois ou três juízes e se garantirá uma sentença firme e justa", afirmou Avaei, segundo a agência estudantil de notícias local Saberi, de 31 anos, foi condenada no sábado a oito anos de prisão por um tribunal revolucionário de Teerã, após um julgamento rápido e a portas fechadas, que deixou uma infinidade de dúvidas a respeito de sua lisura.

Desde que foi presa, em 31 de janeiro, as acusações contra ela cresceram da suposta compra de uma garrafa de vinho -o que é proibido no Irã- à denúncia por trabalhar de forma ilegal, após expirar seu credenciamento de imprensa.

Finalmente, em 9 de abril, poucos dias antes do início do julgamento, o promotor Hassan Zare Dehnavi acusou-a de espionar o Irã para os Estados Unidos.

Nessa mesma semana, seus advogados de defesa apresentaram o recurso de apelação que ainda não tem data marcada para a audiência.

As incertezas que rodeiam o processo inclinaram a diversas associações de defesa dos direitos humanos e das liberdades de imprensa a expressar seu temor que se trate de uma causa política vinculada à nova fase das relações entre Estados Unidos e o Irã.

Saberi, filha de pai iraniano e mãe japonesa, chegou a Teerã há seis anos e, desde então, trabalhou para meios de comunicação britânicos e americanos de prestígio como as emissoras "BBC" e "Fox News".

Ultimamente, ela reunia informação para escrever um livro. EFE jm/jp

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