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Jornal vaticano diz que primeiros 100 dias de Obama não abalaram o mundo

Cidade do Vaticano, 29 abr (EFE).- O jornal vaticano LOsservatore Romano considera que os 100 primeiros dias de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos não abalaram o mundo e reconhece que, em matéria ética, tema que preocupava a Igreja Católica, demonstrou ser menos radical do que se esperava.

EFE |

Em artigo intitulado "Os 100 dias que não abalaram o mundo", a publicação da Santa Sé assinala que a nova Administração americana deu passos de "abertura" em política internacional relacionados a Cuba e ao Irã, mas no fundo não se distanciou muito do Governo do ex-presidente George W. Bush.

Segundo o artigo, Obama propôs negociações diretas com Teerã para resolver a questão nuclear e, quanto a Cuba, ofereceu "novas relações".

"Embora sua abertura em relação a Cuba tenha representado o rompimento de um tabu, Obama não se separou muito de seus antecessores no pedido de sinais tangíveis de parte de Havana", diz o texto vaticano.

O "L'Osservatore Romano" acrescenta que em outros cenários internacionais, como Iraque e Afeganistão, Obama está aplicando a mesma política da Administração Bush.

Em matéria econômica, o jornal destaca que Obama está fazendo uma política parecida com a de Ronald Reagan, "o presidente que fez da ausência do Estado frente ao privado uma bandeira", e acrescenta que muito mais "estatal" foi Bush no fim de seu mandato, com a nacionalização parcial de empresas do ramo imobiliário.

A Igreja Católica, liderada pela americana, mostrou sua preocupação pelas medidas da Administração Obama a respeito de pesquisas com células-tronco, embora a publicação aponte que, em assuntos éticos, "(Obama) não parece confirmar as radicalizações" previstas.

O "L'Osservatore Romano" ressalta que isso não representa o fim das críticas "diante das inaceitáveis formas de bioengenharia que contrastam com a identidade humana do embrião, mas a nova regulamentação é menos permissiva".

Segundo o jornal, são "inegáveis" os sinais de "novidade" no campo da proteção do meio ambiente e nas relações com a China.

"Entretanto, talvez seja pouco para falar de revolução ou para fazer juízos positivos ou negativos. Não foram 100 dias para mudar o mundo; melhor esperar os 1.361 (quando termina o mandato)", afirma o artigo. EFE JL/bba

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