Jornal pede desculpa a príncipe Philip por dizer que tinha câncer

Londres, 8 ago (EFE) - O jornal londrino Evening Standard pediu hoje perdão ao príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II da Inglaterra, por publicar, há dois dias, que ele sofria de câncer de próstata, após reconhecer que a informação era falsa.

EFE |

"O 'Evening Standard' pede desculpas ao duque de Edimburgo", diz a manchete de hoje do jornal, que, em páginas interiores, esclarece que "a história era falsa" e que o príncipe, de 87 anos, "não sofre de nenhum tipo de doença".

"Desculpamo-nos sem reservas perante ele e sua família por fazer uma angustiante alegação e por violar sua intimidade", acrescenta o periódico, que também publica a desculpa em sua edição eletrônica.

Na quarta-feira passada, o Palácio de Buckingham, residência oficial de Elizabeth II, tomou a incomum decisão de desmentir a notícia do periódico, divulgada com a manchete "O príncipe Philip desafia susto do câncer".

O jornal dizia que o duque de Edimburgo foi admitido em 3 de abril no hospital King Edward VII de Londres, após sofrer uma infecção pulmonar como conseqüência de um resfriado.

O "Evening Standard", que citava fontes médicas, indicava que, nessa visita, o duque fez exames depois que testes rotineiros indicaram níveis elevados de PSA, proteína produzida pela próstata, um dos sintomas desse tipo de câncer.

Segundo o palácio, a informação constituía "uma grave violação do direito do Duque de Edimburgo à intimidade", pelo que apresentou uma reivindicação formal perante a reguladora Comissão de Queixas da Imprensa (Partido Comunista de Cuba, em inglês).

O Partido Comunista de Cuba confirmou hoje que ambas as partes negociaram um acordo após a queixa emitida pela Família Real, por isso o "Evening Standard" divulgou uma desculpa pública.

A Cláusula 3 do código de prática do Partido Comunista de Cuba, ao qual os jornais aderem voluntariamente, especifica que "todo o mundo tem direito a que se respeite a vida privada e familiar, o lar, a saúde e a correspondência, incluídas comunicações digitais".

"Espera-se que os diretores (de periódicos) justifiquem as intrusões sem consentimento na vida privada de qualquer indivíduo", afirma. EFE pa/db

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