Jornal do Vaticano se indigna com retirada de crucifixos na Espanha

O jornal do Vaticano, LOsservatore Romano, chamou de ódio anti-religioso a decisão da justiça espanhola de mandar retirar os crucifixos de uma escola pública.

AFP |

Em artigo publicado nesta segunda-feira, o autor, o escritor e jornalista espanhol Juan Manuel de Prada, colaborador regular de L'Osservatore Romano, estimou que "os crucifixos podem ofender apenas os que querem que o Estado se transforme em um novo Deus com um poder absoluto sobre as almas".

"A ninguém que esteja em suas plenas faculdades mentais pode ocorrer que o sinal da cruz viole algum direito fundamental", destacou.

O jornal assinala que "desde há algum tempo invocar os direitos e as liberdades tornou-se, na Espanha, um pretexto jurídico para esconder o ódio anti-religioso e a 'cristofobia'".

O termo "cristofobia" (ódio a Cristo) foi também empregado pelo bispo de Toledo (Espanha), Antonio Cañizares Llovera, segundo a agência de notícias do espiscopado italiano SIR.

Pela primeira vez na Espanha, a justiça ordenou a retirada de crucifixos de uma escola pública.

A sentença foi assinada pelo magistrado do Contencioso Administrativo de Valladolid (norte), Alejandro Valentín, que autorizou a escola pública Macías Picavea "retirar os símbolos religiosos das salas de aula e espaços comuns".

O juiz satisfez, assim, a demanda apresentada em 2005 pelo pai de uma aluna e uma associação local de defesa da educação laica, apoiando-se na Constituição espanhola, que garante a liberdade religiosa e de culto e assegura "o caráter laico e a neutralidade do Estado".

bur-kv/sd

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