Diário "Al-Anbaa" não informou como teria conseguido o documento, cuja veracidade não foi confirmada

Homem observa jornais em banca de Islamabad, no Paquistão
AP
Homem observa jornais em banca de Islamabad, no Paquistão
Um jornal do Kuwait publicou nesta terça-feira um suposto testamento deixado pelo líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, morto no domingo por forças americanas no Paquistão.

A veracidade do documento divulgado pelo diário "Al-Anbaa" não foi confirmada. O jornal também não deu detalhes sobre como teria conseguido o material.

O suposto testamento tem data de 14 de dezembro de 2001, apenas meses depois dos ataques de 11 de Setembro.

No texto, que tem quatro páginas e foi escrito em um computador, Osama pede que suas mulheres não se casem de novo e se dediquem a cuidar da família.

Ele também pede que seus filhos não se juntem à Al-Qaeda e lamenta não ter passado tempo suficiente com eles por causa de sua devoção à luta islâmica.

No Paquistão, o popular jornal "Dawn", escrito em língua inglesa, questionou em sua edição desta terça-feira a versão americana para a morte de Bin Laden. "Osama foi morto pelas tropas dos Estados Unidos ou pela sua própria guarda?", diz a manchete do jornal. A reportagem cita uma autoridade local que teria visitado a mansão na qual o líder da Al-Qaeda foi morto, em Abbottabad.

"Pela cena do tiroteio, não parece que ele poderia ter sido morto à queima-roupa de um ângulo tão fechado, enquanto estivesse oferecendo resistência", disse ao jornal a autoridade, mantida no anonimato.

Segundo ele afirmou ao jornal, quando os serviços de segurança paquistaneses chegaram à mansão, as forças americanas já haviam deixado o local, levando consigo somente o corpo de Bin Laden e deixando para trás os corpos dos outros mortos na operação, entre eles um guarda-costas e um filho do líder da Al-Qaeda.

Também estariam na casa, segundo ele, duas mulheres do saudita e nove crianças com idades entre 2 e 12 anos, que estariam sob a guarda dos serviços de segurança paquistaneses.

Segundo a autoridade ouvida pelo jornal "Dawn", os sobreviventes da operação americana serão interrogados para estabelecer os detalhes do que ocorreu na mansão na noite do domingo.

Morte

O anúncio da morte de Bin Laden foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na madrugada desta segunda-feira (horário de Brasília).

Obama afirmou que, após ter recebido informações de inteligência confiáveis sobre o lugar onde se encontrava Bin Laden, na semana passada deu a ordem de atacar. A operação foi conduzida por um "pequeno grupo" e o líder terrorista foi morto após troca de tiros.

Bin Laden era o primeiro na lista dos criminosos mais procurados pelas autoridades americanas. As forças americanas tentavam capturar o líder da Al-Qaeda há mais de dez anos, antes dos ataques de 11 de Setembro de 2001, que mataram cerca de 3 mil pessoas no World Trade Center, em Nova York, e no Pentágono, em Washington.

Com BBC e informações do "The Guardian"

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