Jornal diz que Sarkozy votou com registro falsificado em eleições municipais

PARIS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, viu-se sob pressão na quarta-feira depois de um jornal ter afirmado que assessores dele falsificaram seu registro de eleitor para permitir que votasse nas eleições municipais do mês passado. O semanário Le Canard Enchainé disse que o presidente deixou expirar o prazo final de dia 31 de dezembro de 2007 para registrar-se em sua zona eleitoral e que assessores dele acrescentaram seu nome à lista de eleitores no dia 3 de janeiro, mas com uma data anterior a fim de legitimar o processo.

Reuters |

Representantes da Presidência não quiseram manifestar-se sobre a notícia, que repercutiu amplamente nos meios de comunicação franceses. Luc Chatel, porta-voz do governo, tentou evitar fazer comentários sobre o assunto durante a entrevista coletiva que concede semanalmente.

'Quero deixar claro que o registro na lista foi validado pela comissão eleitoral (municipal), que é a única autoridade em tais questões', afirmou Chatel, recusando-se a confirmar a data na qual o nome de Sarkozy de fato ingressou no registro.

Membros do Partido Socialista  exigiram uma explicação. 'Se isso for comprovado, significa que documentos tiveram sua data alterada a fim de permitir que alguém votasse, o que não é permitido. Isso se chama falsificação de documentos públicos', afirmou o ex-primeiro-ministro socialista Laurent Fabius.

Um crime do tipo pode ser punido na França com uma pena de até sete anos de prisão. No entanto, não houve sugestões de que o próprio Sarkozy alterou a data de seus formulários de registro.

Segundo o Canard Enchainé, o prefeito do município onde Sarkozy votou ficou indignado ao descobrir a falsificação dos documentos e só se acalmou quando a Presidência prometeu que ele seria escolhido para celebrar o casamento do líder francês com Carla Bruni.

Na quarta-feira, o prefeito negou tais sugestões, afirmando que se tratavam de uma 'invenção total'.

(Reportagem de Crispian Balmer)

    Leia tudo sobre: sarkozy

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG