Jornal diz que Rússia procura 'agente duplo'

Enviado aos EUA pela Inteligência russa, coronel teria ajudado americanos a desmontar rede de espionagem em junho

Reuters |

© AP
A russa Anna Chapman, uma das espiãs que tiveram de deixar os EUA em junho
O jornal russo "Kommersant" afirmou nesta quinta-feira que o chefe das operações de espionagem do país nos Estados Unidos era um agente duplo que traiu pelo menos dez compatriotas.

De acordo com o jornal, o militar identificado como coronel Shcherbakov, diretor do departamento de espionagem "ilegal" nos EUA, do Serviço de Inteligência Externa, na verdade estava a serviço de Washington.

Segundo a reportagem, ele teria sido levado de Moscou para os EUA dias antes de o FBI anunciar, em junho, que havia detido espiões russos.

Uma fonte do Kremlin disse ao jornal que pistoleiros russos provavelmente estavam se preparando para matá-lo. "Não sabemos quem ele (o pistoleiro) é e onde está", disse a fonte do Kremlin. "Sem dúvida um Mercader já foi enviado atrás dele", disse essa fonte, referindo-se ao espanhol Ramón Mercader, que era agente soviético e, a mando de Moscou, matou em 1940 o militante Leon Trotsky, na época exilado no México.

Um porta-voz do Serviço de Inteligência Externa (SVR) da Rússia disse que não comentaria a reportagem do "Kommersant". "O que posso dizer é que o centro de imprensa do SVR não passou nada disso ao 'Kommersant'", afirmou.

Em junho, os EUA anunciaram que haviam desmontado uma rede de espionagem que vinha operando no país havia cerca de dez anos. Seus membros adotavam falsas identidades e se misturavam às suas comunidades, tentando reunir informações para Moscou.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse posteriormente que algum traidor havia armado uma cilada para os agentes russos, e o presidente Dmitri Medvedev condecorou os espiões por seus serviços à Rússia.

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