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Jornal chinês critica premiê turco por acusações de quase genocídio

Pequim, 14 jul (EFE).- O jornal governista chinês China Daily criticou hoje o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, por descrever os confrontos étnicos ocorridos no último dia 5 na China como quase um genocídio e disse que o premiê fez acusações irresponsáveis e sem fundamento.

EFE |

Segundo a publicação, Erdogan e ignora "a natureza dos distúrbios, nos quais 137 dos 184 assassinados eram chineses da etnia han", sendo que o restante era da minoria muçulmana uigur.

No último dia 10, Erdogan acusou o Governo chinês de ter cometido uma "barbárie" contra os uigures, que possuem laços culturais e lingüísticos com os turcos.

O "China Daily" diz que o primeiro-ministro turco "não prestou atenção ao que o Governo chinês fez para restaurar a ordem" e negou as acusações de que o povo uigur sofre discriminação.

Como amostra disso, publica o jornal, as famílias uigures e de outras minorias étnicas chinesas podem ter mais de um filho, ao contrário dos chineses han (aos quais se aplica a "política do filho único").

Além disso, de acordo com o "China Daily", os estudantes de minorias obtêm pontos extras nos exames de acesso às universidades.

"As declarações de Erdogan, que constituem uma interferência nos assuntos internos da China, são o que menos pode ajudar a chineses han e uigures a conseguir uma paz duradoura", conclui o artigo. EFE abc/bba

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