Jornal britânico diz que Barack Obama teria se negado a receber Gordon Brown

Londres, 24 set (EFE).- A Casa Branca teria rejeitado pelo menos cinco solicitações de uma reunião bilateral do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo o diário britânico The Guardian, algo que negaram, no entanto, fontes do governo britânico.

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As relações entre ambos os países não estão em seu melhor momento por culpa da gestão que fez Brown da decisão do Governo autônomo escocês de pôr em liberdade a um líbio condenado pelo atentado terrorista contra um avião de Pan Am, no qual morreram 270 pessoas, muitas delas americanas.

Segundo o jornal britânico, Brown não só aspirava a uma reunião com Obama mas tinha sondado a possibilidade de uma entrevista coletiva conjunta com o presidente americano em uma tentativa de apresentar-se como um pilar da diplomacia internacional.

O escritório do Primeiro-ministro qualificou essa informação de carente de fundamento e assinalou que Brown e Obama têm muitas oportunidades de falar entre eles já que se sentam juntos nas cúpulas multilaterais.

As mesmas fontes insistiram em que ambos colaboram estreitamente em assuntos como a futura regulação econômica global, as gratificações aos banqueiros, a não-proliferação nuclear e a luta contra a mudança climática.

O próprio Gordon Brown disse em Nova York, onde assiste à assembleia das Nações Unidas, que "a relação especial (com os EUA) é forte e segue se fortalecendo".

O jornal britânico assinala, no entanto, que, frente à suposta recusa a reunir-se com Brown, Obama manteve em Nova York reuniões bilaterais com o presidente da China, Hu Jintao, o da Rússia, Dmitri Medvedev, assim como com o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama.

Esta não foi a melhor semana para o chefe do Governo britânico já que na quarta-feira, um ex-peso pesado do Partido Trabalhista, o ex-ministro do Interior Charles Clarke, disse em entrevista jornalística que Brown devia pensar em deixar o cargo antes das próximas eleições por sua própria dignidade.

De não fazê-lo, advertiu Clarke, o Partido Trabalhista não só perderia as próximas eleições gerais, que devem celebrar-se em meados de 2010, mas ficaria fora do poder durante dez ou doze anos.

EFE jr/fk

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