Jornais ibero-americanos defendem cobrança por conteúdo na Internet

Madri, 29 jan (EFE).- Editores de fotografia de diversos jornais da América Latina e da Espanha defenderam hoje durante um encontro em Madri a cobrança por conteúdos publicados na Internet.

EFE |

"A gratuidade não está funcionando. Acho que é um modelo que está se esgotando", declarou Dani Yako, do jornal argentino "Clarín", à Agência Efe antes de discursar em um encontro de editores de fotografia ibero-americanos realizado na Casa de América.

Além do "Clarín", também estiveram presente no evento editores do jornal "Folha de S. Paulo", dos espanhóis "El País", "El Mundo" e "La Vanguardia", e do mexicano "Excelsior".

A editora de fotografia da "Folha", Carla Romero, destoou da maior parte dos colegas presentes ao defender "conteúdos gratuitos na Internet", mas admitiu que "uma nova geração terá que pagar" caso iniciativas como a do jornal "New York Times" tenham sucesso.

A publicação nova-iorquina já antecipou que passará a cobrar pelo seu conteúdo on-line a partir de 2011.

"Penso que mais cedo ou mais tarde será necessário cobrar. A quem ocorreu que o trabalho na internet tinha que ser gratuito?", opinou Ulises Castellanos, do "Excelsior".

Para Castellanos, a gratuidade deve acabar "porque é um suicídio".

Ángel Casaña, do "El Mundo", defendeu um "modelo duplo" baseado na cobrança e na gratuidade e que "as empresas deveriam encontrar uma fórmula de negócios que torne isso sustentável".

"Quem quiser ver algo que leva mais trabalho ou tem mais valor acabará pagando por isso, assim como se paga hoje por determinados conteúdos na televisão", comparou Casaña. EFE pa/bba

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