Amã, 9 set (EFE).- O Governo da Jordânia prepara um projeto de lei para lutar contra o tráfico de pessoas e para proteger os direitos dos imigrantes que trabalham no reino, disse hoje o ministro do Interior, Eid al-Fayez.

A decisão foi tomada depois de as autoridades indonésias proibirem de abandonar o país 40 cidadãos da Jordânia que recrutam domésticas em Jacarta e que foram acusados de traficar pessoas.

Fayed disse que seu país rejeita totalmente esta prática. "A Jordânia tomará todas as medidas necessárias para assegurar que os trabalhadores estrangeiros e todos os visitantes a maior atenção e respeito", afirmou.

O ministro do Interior comentou que uma comissão cooperará com as Embaixadas das Filipinas, Sri Lanka e Indonésia para alcançar um acordo sobre como garantir a segurança dos trabalhadores domésticos e proteger seus direitos.

Em outro famoso incidente, os familiares de 12 cidadãos do Nepal mortos no Iraque em 2004 denunciaram que seus parentes tinham sido contratados inicialmente para trabalhar em Amã.

Os familiares asseguraram que a empresa jordaniana com a qual assinaram ficou com seus passaportes e os obrigou a trabalhar no Iraque.

Por isso, decidiram procurar a Justiça e iniciar ações legais contra a empresa americana KBR e a terceirizada jordaniana Daoud and Partners.

A companhia jordaniana negou as acusações no começo desta semana.

EFE ajm/mh

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