Jordânia pedirá ajuda a EUA e Itália para ter Manuscritos do Mar Morto

Amã, 14 jan (EFE).- A Jordânia pedirá aos Governos americano e italiano parte dos Manuscritos do Mar Morto, em posse de Israel e que serão exibidos este ano nos Estados Unidos e na Itália.

EFE |

A ministra do Turismo jordaniana, Maha Khatib, disse hoje à Agência Efe por telefone que seu Governo escreverá aos líderes de EUA e Itália para recuperar os manuscritos que, de acordo com ela, Israel "tomou do museu de Jerusalém Oriental" durante a ocupação da cidade santa, em 1967.

"Nossa mensagem a todos os Estados é bastante clara: todos os signatários da Convenção de Haia (1954), que dá proteção à propriedade cultural durante os conflitos armados, deveriam honrar seus compromissos e ajudar a Jordânia a recuperar seus artefatos", ressaltou a ministra.

Khatib apontou que os rolos foram levados pelo Governo jordaniano no final da década de 1940, depois que os beduínos os encontraram em uma caverna próxima ao Mar Morto.

Segundo ela, está previsto que os manuscritos sejam exibidos em Milwaukee, no Wisconsin (EUA), a partir do próximo dia 22 de janeiro e mais tarde na Itália.

A ministra reconheceu que gestões similares feitas pela Jordânia no início do mês com o Canadá parecem ter fracassado pela "resposta ambígua" das autoridades canadenses.

Os chamados Manuscritos do Mar Morto, também conhecidos como Rolos do Mar Morto, são formados por 900 textos em hebraico, aramaico e grego. Os documentos são os mais antigos achados até agora sobre a vida na Judéia há mais de dois mil anos e o Antigo Testamento.

Encontrados em 11 cavernas ao redor do litoral noroeste do Mar Morto entre 1947 e 1956, os manuscritos foram recolhidos em parte por arqueólogos israelenses e em outra por um museu de Jerusalém Oriental, que esteve sob ocupação jordaniana entre 1948 e 1967. EFE ajm/rr

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