Jordânia exige que Israel devolva pergaminhos do Mar Morto

Jerusalém, 13 jan (EFE).- A Jordânia apresentou um requerimento na ONU para que Israel devolva ao país uma parte considerável dos milenares manuscritos do Mar Morto, um conjunto de mais de 20.

EFE |

000 fragmentos atribuídos à misteriosa seita dos essênios.

Segundo a reivindicação, repercutida hoje pela imprensa local, Israel se apropriou de parte desses manuscritos durante a Guerra dos Seis Dias de 1967, ao ocupar a parte leste de Jerusalém e tirá-los do Museu Rockefeller.

Os manuscritos do Mar Morto constam de quase 900 textos antigos em hebraico, aramaico e grego, e são os documentos mais antigos achados até agora sobre a vida na Judéia há mais de 2 mil anos e do Antigo Testamento.

Encontrados em 11 cavernas ao redor do litoral noroeste do Mar Morto entre 1947 e 1956, parte dos manuscritos foi colhida por arqueólogos israelenses. O restante estava em um museu de Jerusalém Oriental, que esteve sob ocupação jordaniana entre 1948 e 1967.

Tradicionalmente, a autoria dos documentos é atribuída aos membros da seita dos essênios, que viviam isolados em uma aldeia próxima às margens do Mar Morto.

Teorias mais recentes disputam a autoria dos documentos, datados entre os anos 150 a.C. e 70 d.C., e apontam que, na realidade, procediam de diferentes registros de toda Judéia e chegaram às cavernas de Qumran em uma data próxima à grande guerra contra Roma, que levou à diáspora judaica no ano 70.

Segundo as fontes, a Jordânia apresentou também uma solicitação ao Governo do Canadá para que confisque uma mostra dos manuscritos atualmente em exposição em Toronto, alegando que o direito internacional lhe concede esse privilégio até que se resolva a disputa sobre a propriedade. EFE elb/bba

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