Jordânia e França apoiam realização de conferência de paz internacional

Amã, 21 fev (EFE).- Jordânia e França apoiaram hoje a realização de uma conferência internacional para impulsionar o estagnado processo de paz no Oriente Médio, durante uma visita do primeiro-ministro francês, François Fillon, ao reino hachemita.

EFE |

Segundo um comunicado oficial, Fillon e seu colega jordaniano, Samir Rifai, "deram as boas-vindas a qualquer esforço sincero que busque uma ação arrumada e construtiva para impulsionar o processo de paz", durante a reunião que tiveram hoje em Amã.

De acordo com a nota, entre essas ações está "incluída a possibilidade de realizar uma conferência internacional em um tempo apropriado e em coordenação com todas as partes envolvidas".

Os dois países também expressaram seu apoio aos esforços contínuos que buscam "o lançamento imediato de conversas sérias e efetivas, com vistas a cumprir a visão de dois Estados de acordo com as referências internacionais aprovadas e a iniciativa árabe de paz, e com um calendário bem definido".

Fillon, que chegou ontem à noite à capital jordaniana depois de passar pela Síria em uma visita oficial de dois dias, também se reuniu com o rei Abdullah II.

Em entrevista coletiva conjunta com Rifai, o primeiro-ministro francês pediu o estabelecimento de "um Estado palestino viável, independente e democrático que viva em paz com Israel e sobre a base das fronteiras de 1967 e as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU, assim como com a iniciativa árabe".

"Jordânia e França compartilham o mesmo ponto de vista e achamos que não há outra via a não ser a paz", afirmou.

A iniciativa árabe, proposta em 2002 pela Arábia Saudita, oferece a Israel a normalização dos laços diplomáticos com todos os estados árabes em troca da devolução dos territórios ocupados em 1967, ou seja, Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã.

Por outro lado, durante a visita de Fillon, Jordânia e França assinaram hoje sete acordos de cooperação, que incluem dois convênios para que o grupo francês Areva produza urânio em território jordaniano e para que o país europeu ajude ao reino a construir instalações nucleares com fins pacíficos. EFE ajm/bba

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