Jordânia e Egito reiteram no Cairo apoio à ANP

Cairo, 2 abr (EFE) - Jordânia e Egito reiteraram hoje seu apoio à Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderada por Mahmoud Abbas, para a recuperação dos direitos dos palestinos de acordo com a cúpula de Annapolis (Estados Unidos) e a iniciativa árabe de paz.

EFE |

O ministro de Exteriores jordaniano, Salaheddin al-Bashir, em entrevista coletiva conjunta com seu colega egípcio, Ahmed Aboul Gheit, disse que "a posição comum do Egito e Jordânia representa um respaldo ao povo palestino e à ANP, liderada por Mahmoud Abbas, para a recuperação dos direitos legítimos do povo palestino".

A entrevista coletiva foi realizada depois que o presidente egípcio, Hosni Mubarak, se reuniu hoje no Cairo separadamente com o rei Abdullah II da Jordânia e com Abbas, para depois manter uma minicúpula entre as três partes.

Gheit anunciou que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, voltará ao Oriente Médio em maio e disse que todos os esforços atuais são voltados a obter um acordo de paz entre israelenses e palestinos até o final do ano, mas antes Abbas tinha demonstrado dúvidas a respeito.

"Todos os esforços que estão sendo realizados nesta etapa pretendem reativar as negociações palestino-israelenses de uma forma que leve ao entendimento e ao acordo que finalmente levará à criação de um Estado palestino até o fim deste ano", ressaltou.

O porta-voz da Presidência egípcia, Suleiman Awad, apontou em outra entrevista coletiva que o Egito está desenvolvendo uma mediação em dois eixos paralelos e equilibrados: O primeiro consiste em "conseguir uma trégua entre palestinos e israelenses para aliviar o sofrimento dos palestinos em Gaza e abrir as passagens fronteiriças para pôr fim ao bloqueio israelense", destacou.

Já o segundo pretende "conseguir uma trégua entre o movimento nacionalista Fatah e o movimento islâmico Hamas", afirmou Awad.

Além disso, criticou a política de assentamentos de Israel, pois "estão devorando os territórios palestinos" e "são um dos seis assuntos sensíveis relacionados às fronteiras e às fases do estabelecimento do Estado palestino".

Quanto ao Líbano, Awad não descartou que o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, visite o Egito em breve.

"Nós apoiamos o consenso libanês, mas este consenso requer ou precisa corrigir os papéis desempenhados pelos atores externos", acrescentou em referência à influência de países como a Arábia Saudita, Síria e Estados Unidos no Líbano. EFE aj/db

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