Jordânia admite rever relações com Israel

Amã, 4 jan (EFE).- O Governo da Jordânia disse hoje o direito que pode rever suas relações com Israel, devido aos ataques à Faixa de Gaza.

EFE |

"A Jordânia tem o direito de estudar todas as alternativas para revisar suas relações com os países da região, e, sobretudo, com Israel", afirmou ao Parlamento o primeiro-ministro, Nader al Dahabi.

Jordânia e Egito são os dois únicos países árabes que mantêm relações diplomáticas com Israel. Junto com a Arábia Saudita, mantêm uma linha moderada no Oriente Médio, em relação às posições mais beligerantes de Irã e Síria.

O chefe do Governo jordaniano acrescentou que a possibilidade de revisar sua relação com Israel buscaria "proteger os interesses do país" e também "para que o povo palestino alcance seu direito legítimo de estabelecer um Estado independente".

O rei Abdulah II, em mensagem divulgada hoje pela agência estatal "Petra", afirmou que a Jordânia fará todos os esforços possíveis para deter o ataque israelense em Gaza e apelou ao Conselho de Segurança da ONU para que intervenha.

Segundo a agência, o rei jordaniano pediu à ONU "que adote imediatamente uma resolução vinculativa para pôr fim à agressão e abrir as fronteiras, e encerrar o desastre humanitário" causado pelos ataques israelenses.

Também advertiu das conseqüências que pode haver nos esforços para alcançar uma paz duradoura na região "sobre a base de uma solução de dois Estados", o palestino e o israelense, "a única maneira de conseguir a segurança e a estabilidade na região".

Cerca de 80% da população jordaniana têm origem palestina. EFE hh-ag/jp

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