Bogotá, 3 jul (EFE).- Um grupo de estudantes colombianos criou um jogo para a rede social Facebook no qual se deve resgatar Ingrid Betancourt e outros 14 reféns com a condição de não fazer um só disparo nem usar coletes com as insígnias da Cruz Vermelha Internacional.

Um grupo de pesquisa em desenho e comunicação de produtos do Departamento de Desenho da Universidade de Los Andes foi o encarregado de criar o jogo "Operação Resgate", com a finalidade de gerar reflexão sobre o tema do sequestro em nível mundial.

"Para esta aplicação nos baseamos na operação Jaque, a qual se transformou em um símbolo sobre o sequestro na Colômbia", disse hoje a jornalistas Jairo Carrillo, diretor desse grupo de pesquisa.

O jogo consiste em libertar 15 sequestrados sem fazer um só disparo e sem quebrar nenhuma norma do Direito Internacional Humanitário, como usar as insígnias do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para enganar os sequestradores.

Há um ano o Exército colombiano enganou as Farc com uma missão militar encoberta e recuperou Betancourt, três americanos e 11 policiais e militares na Operação Jaque, uma ação que recebeu criticas porque foram usadas insígnias do CICV.

"O jogo se joga especialmente no Facebook, é de graça e é para fazer uma reflexão sobre o sequestro", acrescentou Carrillo.

No total, são seis missões desenvolvidas em Flash que vão dando informação sobre os números do sequestro na Colômbia, e ao início do jogo os autores dedicam a totalidade do projeto aos cabos do Exército Pablo Emilio Moncayo e Libio José Martínez, as duas pessoas que estão mais tempo cativas: 11 anos e meio.

Além disso, há um fórum no qual os jogadores podem refletir sobre o tema do sequestro e compartilhar suas opiniões com os demais participantes da rede social que acessem o aplicativo. EFE fer/ma

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