O vice-presidente americano Joe Biden fez uma visita surpresa ao Iraque nesta terça-feira em um movimento para traçar as futuras novas relações entre os dois países depois da retirada militar americana do terrirório daqui um mês. Depois de quase nove anos de guerra, os EUA devem pensar em um futuro sem as tropas americanas no país.
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General Lloyd Austin e James Jeffrey, embaixador americano no Iraque, recebem o vice-presidente americano Joe Biden em Bagdá
As reservas de petróleo e a presença massiva de embaixadas americanas no país estrategicamente localizado no Oriente Médio - próximo ao Irã - fazem com que os americanos mantenham um interesse no Iraque mesmo depois que as tropas tiverem partido.
"É bom estar de volta", afirmou Biden durante um encontro com o embaixador americano no Iraque, James F. Jeffrey, e o comandante americano Lloyd Austin. Austin e Jeffrey esperaram pelo vice-presidente no aeroporto.
Bagdá e Washington não chegaram a um acordo no início do ano para manter um pequeno contingente americano no país no próximo ano, o que significa que todas as forças dos EUA devem estar fora do Iraque em 31 de dezembro. Cerca de 13 mil soldados - dos cerca de 170 mil - ainda permanecem no país.
O tipo de relação militar que os EUA e o Iraque terão no ano que vem e no futuro deve ser o tema que dominará a visita de Biden. Sua passagem pelo país preparará o terreno para a visita do premiê Nouri al-Maliki a Washington em 12 de dezembro. Biden também participará de uma cerimônia que lembra os sacrifícios das tropas americanas e iraquianas.
Os líderes do Iraque afirmaram que queriam que os militares americanos os ajudassem a treinar suas forças de segurança, mas não conseguiram chegar a um acordo sobre que tipo de ajuda queriam ou que proteção eles estariam dispostos a dar aos militares que ficassem para trás.
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O embaixador americano disse que os EUA estão tentando avaliar como "podemos ajudar o Iraque, particularmente desenvolver suas capacidades, para continuar na luta contra o terrorismo". "Isso é uma prioridade muito, muito importante para ambos. A Al-Qaeda ainda está ativa no Iraque, particularmente no norte."
Dias antes da visita de Biden, o Iraque presenciou uma renovação de sua violência o que coloca em dúvida a capacidade das forças de segurança locais. Um suicida bateu um carro repleto de explosivos contra o portão de uma prisão ao norte de Bagdá na segunda, deixando 19 mortos. No sábado, uma série de explosões deixou 15 mortos. Três dias antes, um atentado triplo na cidade de Basra matou 19 pessoas.
Autoridades iraquianas e americanas estão preocupados e temem que os insurgentes usem o período de transição - quando as tropas americanas partirem - para lançar mais ataques em uma campanha para reestabelecer seu poder e desestabilizar o país.
A embaixada dos EUA terá 157 militares americanos encarregados de facilitar a venda de armas ao Iraque e, em seguida, cerca de 700 civis contratados ajudarão a treinar iraquianos. Marines americanos também guardarão a embaixada do país - a maior dos EUA no mundo.
A visita de Biden também deve tratar da Síria, e sobre a turbulência que o vizinho do Iraque tem provocado em todo o mundo. Enquanto Washington critica o presidente sírio Bashar al-Assad por conta da sangrenta repressão que, segundo estima a ONU, deixou 3,5 mil mortos, Bagdá tem tomado uma posição mais conservadora.
Iraque é um dos apenas três países a não apoiar as sanções aprovadas pela Liga Árabe no domingo.
Com AP
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