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Joe Biden promete plano de estímulo econômico substancial e prolongado

Macarena Vidal. Washington, 23 dez (EFE).- O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu hoje que o plano de estímulo econômico que o Governo de Barack Obama apresentará será substancial e prolongado, ao discursar em reunião com os assessores da equipe de transição.

EFE |

A reunião de hoje, com a presença de Larry Summers, assessor econômico de Obama, tinha como objetivo analisar o conteúdo desse plano de estímulo, que o futuro líder quer que sirva para criar ou manter 3 milhões de empregos.

A meta original de Obama era criar ou manter 2,5 milhões de empregos, mas elevou esse objetivo em mais 500 mil depois que, em uma sessão informativa na semana passada, seus assessores indicaram que é possível que, ao longo de 2009, haja a perda de 4 milhões de postos de trabalho, devido à dura crise econômica.

"Há um acordo generalizado de que precisamos de um plano de estímulo substancial e prolongado", e os economistas, tanto da esquerda quanto da direita, concordam em que o risco maior consiste em "ficar de menos, não em exagerar", afirmou Biden.

O plano de estímulo, declarou o vice-presidente eleito, se concentrará em investir em saúde, educação e energia, assim como em infra-estruturas.

"Apesar de nossa meta a curto prazo seja criar emprego tão rápido quanto for possível, também planejamos em investir em projetos para a integração das novas fontes de energia nas redes tradicionais, que produzirão benefícios a longo prazo para a saúde de nossa economia", disse.

O vice-presidente eleito prometeu também que o plano de estímulo, cuja quantia ainda não foi revelada, mas calcula-se que poderia ficar em torno de entre US$ 675 bilhões e US$ 775 bilhões, não desperdiçará o dinheiro nem terá mais recursos que os necessários.

"Gastaremos o que for necessário para virar a economia e nada mais. Os contribuintes merecem saber que seus dólares são usados de maneira sensata, e os trabalhadores precisam saber que a ajuda chegará", disse.

A equipe de transição de Obama, que se encontra esta semana de férias no Havaí, já está em contato com os líderes do Congresso para traçar as linhas mestras do plano, que o presidente eleito quer apresentar ao Legislativo assim que chegar à Casa Branca e que busca que fique aprovado no final de janeiro.

Já Summers advertiu que, "sem uma ação política decisiva", enfrentarão "quase com toda certeza a pior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial".

Por isso, "é imperativo que tomemos medidas para manter a demanda, para manter o emprego, para manter a renda nesta economia", disse o secretário do Tesouro durante a Administração de Bill Clinton.

O encontro aconteceu depois da divulgação hoje de que a economia contraiu a um ritmo de 0,5% anual no terceiro trimestre do ano.

No segundo trimestre, a principal economia do mundo tinha crescido 2,8%. A do terceiro trimestre foi a primeira contração do Produto Interno Bruto (PIB) desde a recessão de março a novembro de 2001.

Para o trimestre atual, a maioria dos economistas calcula que a contração será de quase 6%, o que representaria o maior declive desde o início dos anos 80.

Além disso, em outro dado desanimador para a economia, as vendas de casas novas caíram 2,9%, a seu nível mais baixo em 17 anos, e as de imóveis usados diminuíram 8,6%.

Em suas declarações hoje, o vice-presidente eleito falou também sobre a iminente apresentação do relatório interno sobre os contatos do pessoal de transição com o escritório do governador de Illinois, Rod Blagojevich.

Blagojevich é acusado de querer lucrar com a concessão da cadeira no Senado que Obama deixou livre após vencer as eleições presidenciais.

Segundo Biden, o relatório interno, que deve ser divulgado ainda hoje, deixará claro que "não houve nenhum tipo de contato inadequado entre algum membro do pessoal de Obama ou da equipe de transição e Blagojevich". EFE mv/an

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