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Jobim: Saída de ministra faz parte do jogo administrativo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta terça-feira que a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente faz parte do jogo administrativo. Foi uma decisão pessoal, isso faz parte do jogo administrativo.

BBC Brasil |


Mas não podemos considerar que isso seja um problema. Saiu, não quer voltar, cabe ao presidente, agora, escolher o novo ministro e etc", afirmou durante entrevista com jornalistas brasileiros em Buenos Aires.

Agência Brasil
Marina Silva critica agenda economica em carta
Quando perguntado se a saída de Marina Silva não poderia enfraquecer a pasta do Meio Ambiente, já que ela é responsável por questões como desmatamento e ainda indígenas e garimpeiros, Jobim falou sobre a criação de uma agenda nacional.

"(...) Nós temos que formular uma agenda nacional sobre a questão ambiental e sobre a questão indígena (na Amazônia)".

Amazônia sustentável
Segundo ele, com o Plano da Amazônia Sustentável (PAS), lançado recentemente, será possível planejar esse desenvolvimento.

Quando perguntado sobre os pontos positivos que destacaria da gestão de Marina Silva, Jobim afirmou que a ministra é "uma mulher extraordinária".

"Ela tem valores extraordinários, mas a verdade é que as ações que possam ser desenvolvidas quem vai julgar é o futuro. Mas ela é uma mulher extraordinária, uma importante ativista política e tem posição muito clara em relação às questões ambientais".

Jobim insistiu, porém, que o PAS, que será coordenado por Mangabeira Unger, ministro Extraordinário de Ações Estratégicas - e que teria sido um dos motivos da saída da ministra - é um ponto fundamental de agora em diante.

"Temos que sair daquela queda de braço, de um lado as posições européias e americanas, mas principalmente européias, sobre (a visão da Amazônia como) santuário e de outro lado aquelas posições que querem destruir (a região)".

'Santuário'
Jobim afirmou que não é possível tratar a Amazônia como "santuário" porque vinte milhões de pessoas vivem em torno dela.

"O que vamos fazer com elas? Temos que encontrar uma forma de desenvolvimento sustentável que é exatamente esse plano, que foi lançado recentemente, que é o Plano da Amazônia Sustentável (PAS), que é definir regras de desenvolvimento."
"Uma coisa tem que se deixar claro, se você não dá soluções econômicas para as pessoas, você as estará empurrando para a ilegalidade. Somente proibir condutas não é a forma de resolver problemas, mas de criar problemas", disse.

Acusação
Jobim comentou ainda a acusação de que o Comandante da Sétima Brigada de Infantaria de Roraima, General do Exército, Eliezer Monteiro, teria recebido no quartel um grupo de manifestantes contrários à demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Monteiro é a principal autoridade do Exército na região.

"A informação que eu tenho do Exército é a de que as versões não são exatamente aquelas que foram postas (...) Estou aguardando as análises que o Exército vai fazer e tenho que tratar isso com absoluta tranqüilidade (...). Não podemos transformar isso como se fosse uma crise militar. Não é nada disso".

A iniciativa atribuída a Monteiro foi interpretada como um gesto de apoio aos arrozeiros ali instalados e contra os indígenas, como destacaram representantes do Conselho Indígena de Roraima (CIR), defensores da demarcação.

Na entrevista em Buenos Aires, Jobim recordou que a decisão sobre a demarcação está no Supremo Tribunal Federal.

O ministro esteve na capital argentina para reunião com a presidente Cristina Fernández de Kirchner, a quem apresentou a idéia de criação do Conselho de Defesa da América do Sul.

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