Jobim diz que Farc seriam recebidas a tiros se invadissem o Brasil

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje que o Exército do País receberia a bala as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), caso seus guerrilheiros violassem a fronteira brasileira.

EFE |

Em entrevista coletiva, o ministro informou que o Brasil tem desdobrados 27.236 militares na fronteira da região amazônica, negou que atualmente exista qualquer conflito na região e afirmou que a "forma de receber o invasor seria a militar".

Jobim explicou que o Governo está estudando vários cenários de possíveis ameaças externas, sobretudo focalizadas na vasta região Amazônica.

O ministro declarou que o Brasil "precisa de uma força dissuasiva" para prevenir as possibilidades de uma invasão na Amazônia.

O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, que participou do mesmo evento, afirmou que a Amazônia apresenta "o maior foco de preocupações na área de segurança do Brasil".

Mangabeira enumerou vários cenários de perigos nesta região povoada pelo maior floresta tropical do planeta.

O ministro destacou a hipótese de uma "guerra com uma potência muito superior", que forçaria o Brasil a uma guerra de resistência nacional, uma incursão militar de um país vizinho patrocinada por uma potência e incursões de forças paramilitares.

Para Mangabeira, o Brasil precisa povoar a região, pois "não é possível defender uma grande região sem estruturas sociais e produtivas".

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