Jobim diz que Colômbia deve integrar Conselho de Defesa para evitar isolamento

O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, estimou nesta quinta-feira que se a Colômbia não aderir ao Conselho Sul-Americano de Defesa poderá ficar isolada na região, ao comentar a cautela do presidente Alvaro Uribe em relação à iniciativa do Brasil.

AFP |

Jobim, que concluiu hoje uma viagem por Chile, Argentina e Uruguai, exatamente para promover o Conselho de Defesa, disse que "a Colômbia tem que levar em conta que não será nada interessante" ficar à margem, pois isto (...) "provocará um isolamento, que não é positivo para qualquer país sul-americano...".

O ministro brasileiro explicou que o Conselho Sul-Americano "não é uma aliança militar clássica ou uma força militar de combate, mas sim um âmbito de diálogo para articular posições" entre os ministérios da Defesa e os governos da região, sobre os fundamentos de "confiança, transparência e segurança".

Segundo Jobim, a iniciativa tem provocado dois tipos de reação: "a mais entusiasta, de parte dos presidentes Rafael Correa (Equador) e Michelle Bachelet (Chile); e a mais cautelosa, de Alvaro Uribe (Colômbia)".

O Conselho articulará as políticas regionais de defesa, organizará exercícios conjuntos e orientará as forças de paz, além de analisar a conjuntura internacional e regional.

A iniciativa será formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula da União das Nações Sul-Americanas, em 23 de maio, em Brasília.

Jobim também anunciou hoje que visitará em junho o Comando Sul dos Estados Unidos, descartando que o restabelecimento da IV Frota seja uma provocação do governo de George W. Bush à América Latina.

O ministro disse que conversou com a secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, e com o conselheiro de Segurança Nacional, Stephen Hadley, sobre a reativação da IV Frota, e concluiu que trata-se de "uma variante meramente organizacional".

fb/LR

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