Jobim descarta envio de tropas à embaixada do Brasil em Honduras

RIO DE JANEIRO - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, descartou nesta segunda-feira o envio de tropas à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, cercada por militares hondurenhos desde que o presidente deposto desse país, Manuel Zelaya, se instalou na representação diplomática, na semana passada.

EFE |


"Isso não é possível. Não podemos entrar com forças em um país estrangeiro a não ser que declaremos guerra, o que é inviável. A solução é exclusivamente diplomática", afirmou Jobim em declarações a jornalistas no Rio de Janeiro.

"Não há a menor possibilidade de pensarmos em movimentos armados. Apenas damos proteção a embaixadas nossas em dois países no mundo (Sudão e Congo), onde há autorização dos governos locais devido à instabilidade política", acrescentou o ministro.

Jobim foi questionado sobre a segurança da representação diplomática após o governo de facto anunciar, no domingo, que a embaixada do Brasil poderá perder seu status diplomático em dez dias.

Segundo o chanceler do governo de Roberto Micheletti, Carlos López, esse é o prazo para que o Brasil esclareça se Zelaya está hospedado na embaixada na condição de asilado ou de refugiado político, ou o entregue à Justiça hondurenha.

Jobim, por sua vez, disse que qualquer posição a respeito de Honduras é de responsabilidade do Ministério das Relações Exteriores e não do Ministério da Defesa. Ele acrescentou que o Brasil não tem como impedir que Honduras expulse diplomatas, mas declarou que não espera que isso aconteça à força.

"Evidentemente que os hondurenhos terão a lucidez de determinar a saída dos brasileiros da embaixada", acrescentou, negando que o governo de facto dificulte essa saída ou tente forçá-la.

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