Jobim afasta hipótese de uso da força em embaixada em Honduras

RIO DE JANEIRO - O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, rechaçou qualquer possibilidade de uma ação das Forças Armadas brasileiras para a resolução do impasse envolvendo a embaixada brasileira em Honduras.

Redação com agências |

"Não há nenhuma possibilidade de se pensar em movimentos armados" , garantiu Jobim, que participou da abertura da International Nuclear Atlantic Conference (Inac), no Rio de Janeiro. "Não podemos entrar com força num país estrangeiro. A solução é exclusivamente diplomática" , acrescentou.

O ministro acredita que o governo hondurenho "terá a lucidez" de permitir a saída dos brasileiros que estão ilhados na embaixada em Tegucigalpa desde que o presidente deposto Manuel Zelaya procurou abrigo na representação brasileira.

Jobim ressaltou que apenas na Costa do Marfim e no Congo há a proteção das embaixadas por forças brasileiras, tudo devidamente autorizado pelo governo legal. "Os brasileiros vão sair de lá. A questão é como isso se desenvolve", disse.

O governo de Honduras ameaçou no domingo retirar a imunidade da embaixada brasileira no país, onde permanece refugiado o presidente deposto Manuel Zelaya, e retirou outros direitos constitucionais numa deterioração da crise iniciada há três meses com um golpe de Estado.

* Com Valor Econômico e Reuters

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